#3 Diário de Intercâmbio: Como escolher a agência?

No diário de hoje vamos encarar a decisão que foi mais complicada para mim. Como escolhi a agência? Senta que lá vem história.

Primeiramente, quero deixar claro que não tem como você escolher uma agência – se você estiver planejando em ir por uma agência – sentado no sofá de casa. Tem que ser pessoalmente…

Comecei pela feira de intercâmbio, até porque eu não sabia metade das infinitas possibilidades quando comecei a pesquisar sobre intercâmbio.

Geralmente o que a gente sabe sobre intercâmbio é bem superficial… na feira você descobre um outro mundo. Você entra na intenção de descobrir quanto custa um intercâmbio de 3 meses em Londres e sai com a decisão de fazer um mestrado de 2 anos em Portugal #aconteceucomigo.

No fim das contas, escolhi a Irlanda porque queria a fluência em inglês e por custo-benefício, aliás foi a feira que me apresentou a Irlanda, e desde então sigo me apaixonando pela cultura de lá que lendo já estou achando linda, recomendo que pesquisem sobre…

Depois fui para internet saber como eu agendava horário nas agências que eu tinha conhecido na feira. Visitei muitas e eis o que aprendi:

Se está muito barato: desconfie.

Vão aparecer agências te oferecendo aquele intercâmbio dos sonhos por um preço abaixo da faixa de preço do restante do mercado.

Até é possível que você encontre pacotes baratíssimos e não seja um golpe ou algo assim, mas pode ser que pacotes desse tipo incluam uma escola de baixo ensino ou instituições à beira da falência. Cuidado! Antes de fechar pesquise sobre a escola inclusa no pacote.

As vezes o barato sai caro. Se está em busca de preço, procure pelo melhor custo-benefício.

Se o agente está muito na sua cola: desconfie.

Passei por uma experiência péssima de “agente stalker”.

Visitei a tal agência, fiz o orçamento, pareceu tudo lindo, tudo ótimo. Mas era a primeira agência, óbvio que eu ainda ia pesquisar outras agências para decidir qual era a melhor.

Só que a agente agiu em total desespero, ficava mandando mensagem por Whatsapp, e-mail, SMS e também ligava – as vezes mais 10x por dia. – Insistia para que eu e minhas amigas (que vão comigo) fechássemos o intercâmbio.

Teve uma vez que essa agente chegou a dizer para uma das minhas amigas que eu já estava indo fechar o intercâmbio, sendo que eu nunca nem ameacei que fecharia. Loucura!

Queria poder citar o nome da agência e da agente, pois já fiquei sabendo de muitas outras reclamações sobre essa agência e não desejo era loucura para ninguém, mas não posso. Por isso, fica o alerta.

Se está desconfiando: desconfie.

Divergências contratuais, reputação negativa da agência, opções de pagamento exclusivas demais, tudo isso e muito mais são coisas das quais você deve desconfiar e se há desconfiança, não feche.

Questione! É sempre importante questionar, ouvir as justificativas e decidir se é realmente a escolha certa.

Tenha em mente que a agência certa é aquela que exala confiança, que os agentes são educados e respeitam seu espaço, a agência certa não vai te mimar incessantemente, aliás, no fim das contas, agência nenhuma vai te carregar nas costas durante todo intercâmbio.

A agência só vai fazer a ponte, por isso é importante saber se ela realmente está te oferecendo um suporte, porque a última coisa que a gente quer é que essa ponte se quebre bem no momento em que estivermos atravessando.

Eu escolhi uma agência que praticamente me abraçou. Foi coisa de destino. Queria poder falar sobre ela aqui, mas só vou poder divulgar 100% quando eu já tiver vivido a experiência completa.

Só falta um ano agora e ainda tenho muito a falar sobre essa experiência. Por isso vou continuar compartilhando aqui, espero vocês no próximo diário onde pretendo falar sobre visto. Até lá!

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