Trabalhando no exterior pelo olhar de: Paulo Roberto

Entrevistamos Paulo Roberto que morou 2 anos em Londres e 3 em Paris e agora dá dicas e conselhos para quem tem interesse em trabalhar fora do Brasil. Confira!

Começo de tudo

Com milhares de seguidores no Instagram e um site (trabalhandonoexterior) em que dá dicas para quem sonha em trabalhar no exterior, Paulo conversou um pouco com a gente e nos contou sobre sua formação e como planejou tudo para ir pro exterior.

“Minha formação é de Engenharia… me formei tem 9 anos. Hoje tenho 32 anos e moro há 5 anos aqui na Europa. Meu interesse em trabalhar no exterior surgiu quando vim fazer um treinamento de 3 dias aqui na França e vi que existia um estilo de vida bem melhor do que eu estava vivendo no Brasil. A partir daí foi focar em descobrir os passos que me levaria a conseguir uma vaga de emprego no exterior.”

“Mas por que Londres?”, ficamos curiosos.

“Londres, primeiro, pois foi onde consegui a minha primeira vaga de emprego na Europa. Nunca tinha ido pra lá e, de repente, estávamos chegando com 7 malas pra morar depois de ter conseguido o emprego ainda estando no Brasil.

Passados 2 anos em Londres, a empresa que estava lá estava meio mal das pernas pela crise no setor de óleo e gás. Como a gente depende do visto de trabalho para estar na Europa, nos vimos na posição de ter que buscar emprego além de Londres. Mas rapidinho encontrei esse emprego em Paris, que é onde moramos hoje já há 3 anos.

(…) se você quer passar uns meses estudando em qualquer um dos 2 lugares, por exemplo, será uma bela escolha! Encontrar emprego, então, melhor ainda!”

O que você diria que um jovem, recém graduado (ou terminando a graduação), que quer estudar/morar fora, precisa fazer? Melhorar seu currículo, juntar dinheiro, ganhar primeiro uma experiência no país natal? 

“Como eu detalho bem dentro do meu Clube Vagas no Exterior, a pessoa precisa de 5 pontos para conseguir uma vaga de emprego no exterior. E o segundo ponto é melhorar sua qualificação profissional, principalmente quem não tem dupla cidadania. Acho válido até que o recém-formado tente fazer mestrado no exterior, mas encontrar emprego vai ser um pouco complicado. Já pelo mestrado, ele vai sentindo se aquela cidade é onde quer passar mais tempo de vida e começa a buscar emprego depois.
O juntar dinheiro é sempre fundamental. Você precisa ter uma reserva de uns 10 a 15 mil reais, no mínimo, para pagar passagem, aluguel quando chegar e outros gastos com documentação antes de partir.”

Foto do Instagram de Paulo

Confira a dica de um guru no assunto: “Uma pós-graduação feita no exterior acrescenta força internacional ao currículo, provando que o profissional está apto a assumir compromissos em qualquer lugar do mundo”, diz Bruno Contrera, gestor de Universidades e Cursos do STB – Student Travel Bureau.

Como é feito o trabalho de preparar profissionais para trabalhar no exterior

Em seu site que Paulo consegue transmitir os objetivos de seu trabalho. Trabalhando no exterior tem ótimos artigos sobre oportunidades em outros países e muito mais.

“Esse trabalho de “preparar profissionais para trabalhar no exteiror” é focado dentro do Clube Vagas no Exterior. Lá eu detalho os 5 passos para você conseguir uma vaga de emprego no exterior. Infelizmente, 99% das pessoas acham que para conseguir uma vaga de emprego é só enviar o currículo. Por isso que a grande maioria se frustra, fica dando desculpa quando não consegue ou vive culpando alguém. Quando a gente toma responsabilidade pela nossa educação, ninguém segura a gente!

Foto do Instagram de Paulo

Ainda estou planejando se abro umas turmas de mentoria para um grupo bem menor de pessoas que já estão em um nivel mais avançado de melhoria profissional, mas preciso ajustar meu tempo para isso acontecer. Além de que eu vou selecionar muito bem quem entraria nessa mentoria pois não quero gastar meu tempo com quem “acha que vai tentar conseguir uma vaga de emprego no exterior”. Esse grupo de mentoria seria para todos chegarem no seu momento de trabalhar fora do Brasil.. algo meio que fazer até conseguir!”

Expectativa x realidade

Mas o que os jovens procuram hoje em dia?

“Como eu citei em uma resposta aqui acima, a maioria das pessoas querem só ser recomendadas para vagas (…) só que, como falei, esse tipo de pessoa nunca vai conseguir uma vaga de emprego fora do Brasil pois ela não está buscando se desenvolver para conseguir a sua vaga. Falo bastante disso lá dentro do Clube Vagas no Exterior.

Infelizmente muitos pedidos eu preciso ignorar para canalizar bem o meu tempo com tudo na vida que eu preciso fazer. As perguntas que eu vejo que tem algo diferente, daí eu vou e respondo rapidamente.”

Problemas que podem aparecer

A parte mais complicada é encontrar empresas que oferecem o visto de trabalho. Nem todas querem passar por esse processo, pois envolve uma parte de fiscalização do governo e elas optam por não contratar quem não tem o direito de estar no país legalmente. Porém, como tudo na vida tem um jeito, você precisa descobrir na sua área quais empresas aceitam contratar estrangeiros ou que já contratam regularmente. Sei que no Reino Unido tem uma lista com as empresas que podem contratar egnte de fora.. é provável que outros países também tenha uma lista semelhante.

Oferecemos nesse post algumas dicas na hora de tirar visto americano, confira!

“Sobre instabilidade, todo o conteúdo do Clube Vagas no Exterior te prepara para que você esteja no seu máximo para conseguir uma vaga de emprego fora do Brasil. Logo, se por acaso você foi pra uma vaga que ou o chefe é chato, ou a cidade não é tão legal assim, ou sei lá o que, você fica mais preparado para conseguir uma nova vaga de emprego ao melhorar os 5 passos para trabalhar fora.”

Por isso que eu recrimino quem só quer que eu envie vaga pra ela ou pede pra ser marcado em vagas. Essas pessoas, ao passar por um momento de instabilidade pessoal ou profissional, não terão muitas chances de conseguir outra vaga de emprego e possivelmente voltarão para o Brasil reclamando de tudo, que a vida fora não é fácil, que alguém enganou ela, e etc..”

Saída do Brasil

E quando você saiu do Brasil, já era formado, fluente em outra líingua? 

“Já era formado em Engenharia Naval e tinha 4 anos e meio de experiência. Não era bom em inglês e sabia o minimo para me comunicar. Dei muita sorte no começo com a língua e passei uns bons apuros por causa do inglês. Mas o mercado de óleo e gás naquele momento estava bem aquecido e a empresa decidiu apostar em mim mesmo com o inglês ruim.
Inglês sempre vai ser melhorado ao longo do tempo. Se eu vi até professora de inglês do Brasil passando certa dificuldade em Londres, imagina quem não fala a língua todos os dias insistentemente!”

Confira alguns tipos de intercâmbio para quem deseja conhecer o exterior

Dicas para melhorar o currículo

“Poderia escrever páginas aqui, mas vou ser bem sucinto… Procure o formato do currículo de um profissional muito experiente de uma dessas grandes empresas mundiais (Google, Apple, Facebook, etc..) e modele o jeito como essa pessoa fez o currículo dela.”

 

 

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