Quem tem medo de fazer um intercâmbio?

Em uma matéria publicada em 2017 pelo Guia do Estudante aponta dados sobre os medos que estudantes têm de fazer um intercâmbio, sair do Brasil, entre outras coisas. Pesquisa feita entre adolescentes de 13 e 18 anos de idade mostram os principais medos. Confira:

O primeiro intercâmbio

Para o primeiro intercâmbio, muita coisa se passa pela cabeça de um estudante ao pensar na possibilidade de um intercâmbio.

Além de ter muita coisa para ser planejada, ainda há os vários desafios que surgem quando o sonho se concretiza e você pisa em solo estrangeiro. A ONG internacional AFS Intercultural Programs fez uma pesquisa ampla, ouvindo mais de cinco mil adolescentes, entre 13 e 18 anos, em quase 30 países.

Batizada de “Mapeando a Geração Z: Atitudes para Programas de Educação Internacional”, ele questionou os entrevistados atitudes e percepções. Uma das perguntas foi sobre as preocupações dos jovens em relação ao intercâmbio. O que mais assusta quem quer mudar de país é bem característico da nossa época: a segurança — esse medo atinge 52% dos entrevistados, número que aumentou após os atentados terroristas na França e na Alemanha em 2016.

Entre outras preocupações são mais pessoais, além de bem compreensivas: conseguir fazer novos amigos, apontada por 50% dos entrevistados; ter saudades de casa (48%), equilibrar estudo e vida (47%) e se adaptar à cultura (46%).

Mas o que impede a maior parte dos brasileiros de ir estudar no exterior não são essas apreensões. O fator econômico é a dificuldade principal dos alunos do país que sonham em ter uma experiência em uma instituição internacional. 33% dos entrevistados disseram não ter condições de fazer um intercâmbio sem bolsa. 54% disseram que a única maneira de estudarem fora do país é recebendo uma bolsa integral — em países com economias avançadas, só 15% dos estudantes relatam necessidades semelhantes.

Fonte: Guia do Estudante

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