Depoimentos

Intercâmbio na Irlanda: entrevista com Larissa Fontes

Gabrielly Damasceno Araujo
Escrito por Gabrielly Damasceno Araujo em 2 de julho de 2020

Sabemos o quanto é importante mostrar a realidade de estudar
fora pra vocês. Por isso, Nós do Meu Intercâmbio, preparamos mais uma entrevista exclusiva com a intercambista Larissa Fontes, 25, que nos revelou como foi sua experiência nesses 2 anos na Irlanda. Para conferir a sua rotina estudos e o processo da viagem, leia todo o depoimento até o final!

Como foi o processo de intercâmbio? Foi por alguma agência ou por conta própria?

“Se eu te falar que eu nunca tive vontade de fazer intercâmbio, você acredita? (risos). O que aconteceu foi o seguinte, em 2017 eu estava com alguns problemas pessoais e nesse meio tempo viajei com a minha família para Portugal. Assim que cheguei na Europa, descobri que tem muita coisa além do que a gente imagina. Logo depois uma amiga minha me mandou um link sobre uma feira de intercâmbio da Agência CI, no qual o tema era ‘Intercambio Trabalhe e Estude – Irlanda e Austrália’. Após essa feira começamos a procurar e a pesquisar muito! A gente decidiu que o nosso destino seria Irlanda, então começamos a mandar e-mail para muitas agências para verificar os orçamentos.”

“Escolhemos Irlanda por ser um intercâmbio mais barato comparado com outros destinos mais óbvios. O processo de visto também é mais fácil para brasileiros, pois o visto deles permite que você trabalhe meio período durante o seu intercambio. E você também pode fazer 3 cursos no país.”

“O nosso intercâmbio ficou na faixa de mais ou menos 18 mil reais. Entretanto, a Irlanda pede uma comprovação financeira de 3 mil euros para você ficar com o visto de estudante. De acordo com o Governo Irlandes, o valor de 3 mil euros é o mínimo para um intercambista se manter durante 6 meses. Decidimos fechar com a Agência Blue Intercâmbios, que conhecemos no YouTuber. O que mais chamou a nossa atenção foi o suporte que recebemos deles que foi bem diferenciado do que das outras agências mais famosinhas. Eles nos estruíram em tudo, desde
as acomodações até buscar a gente no aeroporto.”

Fala um pouco sobre o curso que você fez, sua rotina de estudos e o processo das aulas

“Eu fiz 6 meses de curso pela Delfin, que é uma das escolas disponíveis pela Blue Intercâmbios, e é considerada uma escola custo-benefício. Uma coisa que eu e minha amiga fizemos muito e recomendamos bastante, foi olhar páginas do Facebook de todas as escolas, pois com isso a gente mandava mensagem para os alunos pedindo feedback e verificava as avaliações que cada uma tinha. Concluímos que seria melhor a Delfin que é bem localizada no centro de Dublin (capital da Irlanda). Os professores são incríveis, as aulas são bem dinâmicas, e entrei no nível avançado pois já tinha estudado Inglês aqui no Brasil. Fiquei um bom tempo na aula do Avançado e depois fui para a aula preparatória pro Cambrideg, que é um dos testes de proficiência em Inglês. Foi uma aula bem diferente, geralmente as pessoas que estão nessa turma estão 100% focadas em atingir uma nota boa na prova. “

“Após esses 6 meses, eu fiz uma pausa e viajei para uns 5 países na Europa, e quando retornei para a Irlanda, comecei o intercambio pela OHC no qual fiquei 1 ano. Conheci muita gente legal, inclusive uma professora que me ajudou em todo o período que eu estive lá.”

“Eu levava muito a sério os estudos, ia todos os dias para as aulas. Depois de 4 meses após minha chegada em Dublin, consegui um emprego numa creche onde eu cuidava de crianças. Com isso, consegui praticar bastante o meu inglês, pois você acaba conhecendo outras culturas e socializando com pessoas de diferentes países mas tudo no mesmo idioma: inglês. Na minha opinião o aprendizado vinha dai, de você praticar com nativos do que estudar em casa.”

Fala um pouco como foi sua adaptação

“Eu já tinha um certo domínio do inglês, mas confesso que o sotaque Irlandes é uma coisa a parte (risos). Ás vezes parece que eles estão falando uma outra língua, e você pode ficar um pouco perdida. Eles tem outras gírias, a cultura é totalmente diferente da nossa. Eu me adaptei muito bem, não me importei muito com o clima, que é um coisa que as pessoas atacam muito em Dublin. É basicamente frio o tempo inteiro, no auge do verão lá, o máximo que chega é 21° graus. Lá chove demais e venta bastante também”

“Tem gente que se desanima com o país por conta dos sub-empregos. A pessoa as vezes é uma engenheira aqui no Brasil, ou uma jornalista que nem eu, vai pra lá achando que vai conseguir algo na área, mas não é assim que as coisas funcionam. A pessoa tem que está disposta a topar qualquer coisa e aceitar o sub-emprego.”

O que é preciso para estudar na Irlanda? Documentações

“O passaporte válido para mais de 1 ano após sua chegada no país. Ter a comprovação dos 3 mil euros, muitas vezes inclusive você precisa mostrar isso no aeroporto. Você precisa ter o agendamento do IRP (antigo GNIB), que é um cartão de registro com todas as informações sobre a sua situação legal no país, e isso você faz com antecedência no Brasil mesmo, pelo site do Governo. Também necessita ter seguro saúde. Você precisa ter a carta da escola para qual você irá, informando sua matrícula (após fechar o pagamento você recebe o comprovante), e uma passagem de volta.”

Sobre custos

“O custo de vida em Dublin não é um dos mais baratos, mas eu acredito que a qualidade de vida é superior. Eu paguei se não me engano, 2 mil euros para estudar na Delfin, mas quando eu fiz na OHC foi bem mais barato, ficou na faixa de 1500 euros. A OHC me surpreendeu muito positivamente, super recomendo.”

Acomodação na Irlanda

“Pagamos duas semanas por uma residência estudantil pra dar tempo de chegar lá e procurar uma acomodação. Encontramos nossa acomodação definitiva no terceiro dia e moramos nessa casa com umas 20 pessoas. É como se fosse uma residência, pois a maioria que morava lá era estudante, mas na verdade era apenas uma casa grande com camas e quartos para quem quiser alugar. Encontramos a vaga do quarto nos grupos de Facebook onde eles anunciam frequentemente.”

“Lembrando que na maioria das casas, você que é o responsável por passar sua vaga para uma outra pessoa. Caso você saia da casa sem ter colocado ninguém para ocupar o seu lugar, o proprietário desconta do seu depósito, que é um valor que você paga (custa mais ou menos um mês de aluguel) e recebe quando vai embora.”

“Essa coisa do estudante em Dublin se tornou um mercado para quem é proprietário de imóvel lá. Eles perceberam que os intercambistas ficam desesperados para arrumar uma casa, então eles colocam 3 beliches num quarto, casas que abrigam apenas umas 5 pessoas eles colocam 10, tudo para lucrar porque sabe que vai ter gente querendo.”

Para você entender um pouso melhor sobre o IRP/GNIB, acesse o link: https://www.e-dublin.com.br/o-que-e-o-irish-residence-permit-antigo-gnib-e-como-solicitar-o-seu/

Bom, espero que você tenha gostado do depoimento da Larissa e caso tenha alguma dúvida ou queira compartilhar com a gente sua experiência única de estudar fora, deixe aqui nos comentários que teremos o prazer em responder. Para saber mais um pouco sobre a Irlanda e conferir as dicas de uma outra entrevistada nossa, acesse AQUI. Até a próxima pauta pessoal!

Hey,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

Quem Somos

“Somos um site pra você chamar de seu.

O Meu Intercambio é o seu lugar de saber mais sobre a vida no exterior e também compartilhar vivências da sua viagem.

Torne o seu sonho realidade e viva sem fronteiras.”