Depoimentos

Dublin: depoimento exclusivo de Camilla Costa

Gabrielly Damasceno Araujo
Escrito por Gabrielly Damasceno Araujo em 26 de junho de 2020

Localizado em uma ilha, a capital da Irlanda, Dublin, é um dos pontos turísticos mais cobiçados pelos estrangeiros. Lugar histórico com paisagens deslumbrantes que a brasileira Camilla Costa, 25, teve o prazer de passar mais de 6 meses. Para saber como foi sua estadia e como é trabalhar em um país internacional, leia a nossa matéria exclusiva até o final!

1 – Como você conseguiu o seu trabalho? Foi fácil ou burocrático?

“Eu cheguei em Dublin em Abril de 2018, e eu só pude procurar trabalho em meados de Maio, que foi quando consegui o meu PPS (documento obrigatório para qualquer estrangeiro que queira trabalhar legalmente). Assim que chegou, que foi numa sexta-feira, na segunda-feira da semana seguinte já estava procurando um trabalho.

“Coloquei uma roupa preta, imprimi várias cópias do meu currículo, e fui andando pela Cidade para distribuí-los. Fui com um nível fluente de inglês, então consegui falar bem o que é muito importante, mas não é essencial.”

“Numa dessas andanças, vi uma loja que vendia donuts com um cartaz informando que precisava de funcionário. Entrei na loja, coloquei meu currículo e no mesmo dia eles me ligaram e me chamaram para uma entrevista. Precisei apenas criar uma conta no banco e ter o meu PPS, então não é nada muito burocrático. Lá tem muita oportunidade, se você sair para procurar, você vai achar.”

2 – Como funciona a rotina de trabalho em Dublin?

“Eu não tenho passaporte, então estava apenas com o meu visto de trabalho que só me permitia trabalhar part time (trabalho em tempo parcial). Eu comecei a trabalhar no verão, então os estudantes podem trabalhar mais tempo, ou seja, em full time. Com isso, eu trabalhava muito, cerca de 6 vezes por semana mas era porque eu queria, porque mesmo trabalhando em full time, é apenas 5 vezes por semana com duas folgas.

“Você ganha bastante dinheiro, pelo menos em 2018 a hora de trabalho era 9,50 euros, e isso me dava mais ou menos 500 euros por semana. Eu trabalhava por escala, às vezes de manhã ou a tarde, geralmente 8/9 horas por dia. Quanto mais você se esforçar, mais dinheiro você ganha”

“Trabalhando em part time, é apenas 3 vezes por semana. E você não ganha por mês, e sim por semana. Algumas pessoas trabalhavam em dois empregos, mas eu optei por ficar apenas na loja de donuts. Recomendo bastante trabalhar em feriado, pois eles dobram o salário no dia. Eu podia comer donuts, levar pra casa, o que era muito bom, mas benefícios mesmo não tinha. No meu trabalho, eu não tinha uma rotina fixa. A minha chefe montava a escala toda semana, então a cada semana eu descobria os dias que iria trabalhar.”

3 – Foi fácil se adaptar a cultura e a língua do lugar?

“Sobre a cultura e a língua não foi difícil. Os irlandeses são maravilhosos, muito educados. Eles agradecem por tudo, são um povo muito aberto para receber estrangeiros. Dublin é uma cidade com muitos estrangeiros, então as culturas se misturam, sem contar que existe muitos brasileiros no país. Se não tomar cuidado, você acaba falando só português. O que acabou me deixando triste foi a saudade do Brasil, e a falta que eu sentia dos meus pais. Foi a única coisa difícil pra mim.”

“Lembrando, que quando eu iniciei no meu trabalho, eu apenas precisei mostrar o meu PPS e a conta bancária. Assinei um contrato, e logo em seguida comecei a trabalhar. Eles me passaram todo um treinamento, já que eu não sabia mexer na máquina de café e não tinha experiência com o ambiente. Entretanto, você pode fazer um curso em torno de 50 euros para aprender a trabalhar em um restaurante/lanchonete, como se fosse um treinamento. Tive amigos que fizeram e gostaram, acho que vale a pena, pois é um investimento que você faz.”

Cheguei a avisar com antecedência sobre a minha saída, pois iria embargar para Amsterdã dia 1 de Novembro, então meio que ‘cumpri’ um aviso prévio”

4 – Qual a diferença entre trabalhar em Dublin com trabalhar no Brasil?

“O que eu mais gostava no meu trabalho era esse contato com outras pessoas/culturas. Eu via o meu trabalho como um lugar pra eu praticar o meu inglês, o que era muito bom. Também tinha bastante rotatividade, já que muitos intercambista saiam e outros entravam, o que fazia eu ter contato com diferentes culturas e gostos. Pra mim, o mais significativo foi sair da zona de conforto, visto que eu só trabalhava na minha área como jornalista.

“A diferença de dinheiro comparando com o Brasil, é muito grande. Uma blusa/jaqueta você consegue comprar por 10 euros, o que é mais ou menos uma hora do seu trabalho. Sobre o horário de almoço, era de mais ou menos de 30 a 45 minutos, e era muito cansativo, mas eu gostava bastante.”

“Trabalhando, eu conseguia pagar o aluguel, e juntar dinheiro pra fazer meu mochilão pela Europa. Tentei economizar o máximo! Muitas das vezes comia apenas um sanduíche no almoço, não cheguei a comprar muita coisa, pois o meu intuito era viajar bem. O poder de aquisição é grande, diferente do Brasil que você tem parcelar um celular durante meses.”

5 – O que você mais gostava de fazer nos seus dias de folga?

“Não cheguei a fazer nenhuma viagem enquanto eu estava trabalhando, mas um mês antes deu voltar pro Brasil, fiz o meu tão sonhado mochilão. Durante minha estadia em Dublin, passava a maior parte do tempo com as minhas amigas e conhecendo alguns lugares da Capital. Gostava de ir na Penneys, Dicey’s toda terça-feira (risos). Enfim, tem que aproveitar muito a sua hospedagem lá. Você tem que ter responsabilidade com o dinheiro, mas também tem que curti o país. Com certeza é uma experiência única!”

Um dos lugares que a nossa entrevista conheceu, foi o Dublin Castle, Howth Castle, Saint Patrick’s Cathedral, Phoenix Park, National Botanic Gardens, e muitos outros. Para ver todas as fotos da viagem, você pode acessar o Instagram dela: @camilla.costa_.

Rua Anne’s Lane

Temos uma matéria sobre como morar na Irlanda, para acessar clique AQUI. Espero que tenha ajudado a você a saber um pouco a mais sobre esse lugar lindo! Até a próxima pauta pessoal 🙂

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