Depoimentos

Custo, qualidade de vida e Ensino Médio nos Eua: por Rebeca de Sousa

Giulia Pinto
Escrito por Giulia Pinto em 20 de junho de 2018

Rebeca de Sousa tem 16 anos e mora nos Estados Unidos há poucos meses. Com a atual crise no Brasil, a adolescente e a mãe viram a oportunidade de morar no exterior e agarraram de cara.

Os famosos armários no corredor, “prom”, segurança e junk food. Viver nos Estados Unidos é quase viver dentro de um filme americano, quase.

Confira um pouco mais sobre o depoimento e o dia a dia de Rebeca em seu novo país.

Uma nova vida

Rebeca de Sousa, estuda em Westborough High e está cursando o Sophomore Year (equivalente ao primeiro ano do  Ensino Médio no Brasil). Em uma entrevista conosco, respondeu algumas dúvidas sobre sua ida para o país, recepção e deu dicas para quem sonha em viver no exterior.

O começo de tudo

A saudade de casa, da família e dos amigos pode ser um agravante na hora de sair do país natal e ir em busca de um novo futuro. Quando perguntamos se a menina já conhecia o futuro país em que moraria e sobre como seria, respondeu:

“Não a cidade, mas já conhecíamos o país. É fácil, o difícil é dizer adeus para família e amigos. Em um dia minha mãe me buscou na escola e falou ‘ah gente vai morar com sua tia em Boston’ “

Saudades x Realidade

Rebeca logo disse que o que mais sente saudades do Brasil é do churrasco de domingo com música boa e do calor brasileiro. Contou-nos também, que as festas americanas não costumam ser tão animadas quanto no Brasil.

Quando chegou nos Estados Unidos, disse que os primeiros meses foram terríveis. Mas depois, logo se acostumou e se adaptou ao seu novo lar:

“Os primeiros meses foram terríveis, mas assim, só o primeiro e o segundo. Desde os meus 14 anos eu falo inglês, então a língua não foi um grande problema, mas mesmo se você não falar sem pânico, ok? Tem várias classes para imigrantes com professores que falam português ou espanhol pra te ensinar inglês, e aulas com níveis leves pra você não perder a cabeça pensado ‘meu Deus, eu não tô entendo nada!’ ” – contou a jovem.

Custo de vida

A oportunidade de novos empregos e uma qualidade de vida melhor foram o que atraíram Rebeca e sua mãe para um novo país.

“Eu moro em uma cidade pequena há uns 50 minutos de Boston, e aqui fica uma das melhores escolas do estado. Um fato curioso sobre os Estados Unidos é que, por exemplo, em cidades grandes o preço da casa ou aluguel é mais caro dependendo da escola. Quanto melhor a escola for, mais caro é o custo de vida, porque aqui você é obrigado a estudar na escola mais próxima a sua casa. “

Emprego

Atualmente, milhares de profissionais brasileiras viajam aos Estados Unidos a fim de trabalharem como empregadas domésticas. Segundo quem já está no mercado há algum tempo, os americanos valorizam muito mais a profissão.

Foi justamente o que atraiu a mãe de Rebeca e as permitiu ter uma vida melhor:

“Fique de cara, mas minha mãe é empregada doméstica, sim, isso mesmo. Aqui toda profissão é valorizada, e limpeza é um dos empregos que tem a hora mais cara (cerca de 20,00 dólares a hora) (…) aqui temos uma vida boa, uma casa boa e um carro bom, então, pode vir sem medo!”

Colégio

“Aqui é mais barato que no Brasil, por exemplo, eu estudava em uma escola particular no Brasil. E aqui as melhores são as públicas” – revelou Rebeca, quando perguntada se o Ensino Médio nos EUA é mais caro ou mais barato que no seu antigo país.

“Uma das coisas mais legais aqui é que você escolhe as matérias (claro que tem as obrigatórias) mas você pode escolher varias eletivas como culinária, varios tipos de arte, etc. Também tem os famosos armários que os americanos fazem parecer fácil de abrir mas tem 6 meses aqui e nunca abri o meu.  Mas tem muita coisa diferente tipo o almoço que você pode sair da escola”

Foto do Instagram de Rebeca

Nada igual aos filmes

“E quanto ao prom (chamado “baile de formatura”) e as eleições para presidente do Grêmio não é nada igual aos filmes. Um: o prom é legal e tal, mas é muito chato! Americanos não dançam muito, as músicas são chatas, quando toca uma legal é em espanhol. A coisa de rei e rainha não é levada tão a sério e geralmente escolhem crianças especiais. E o Grêmio é só um discurso e você vota online”  – contou sobre as atividades extra curriculares em seu colégio.

Rebeca e sua mãe moram há 6 meses nos Estados Unidos, e o tempo todo durante a entrevista, a adolescente encorajou-nos a ir morar, estudar, no exterior porque não é algo tão longe e fantasioso para quem quer e corre atrás.

De fato, problemas com visto, imigração e adaptação a nova língua e cultura do novo país, podem surgir. Mas tudo depende com o quanto você está disposto a sair da sua zona de conforto e buscar um futuro melhor para si e para seus familiares.

 

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