10 dicas para morar fora

Confira algumas dicas que demos para quem está pensando em tornar esse sonho realidade, mas quer ter certeza, e todo cuidado, de que não está esquecendo de nada muito importante.

10 dicas para morar fora

Além de fatores fundamentais como a adaptação ao clima, cultura e gastronomia, arrumar um emprego e estabelecer uma nova rotina fazem parte do pacote de sair do país. No entanto, os preparativos para chegar a esse ponto mais estável da jornada para morar na Europa são vários.

1. Estude o país de destino

A primeira das dicas para morar fora é você estudar o país de destino. Clima, custo de vida, sistema de saúde, oportunidades de emprego, muitos são os fatores que você vai precisar estudar antes de se mudar para outro país. Nessas horas, além do quesito qualidade de vida, o autoconhecimento conta muitos pontos.

Nem sempre pode funcionar, mas refletir sobre seus gostos e sobre o quanto você está disposto a enfrentar para sair do seu país é um passo fundamental para acalmar seu coração e te encher de coragem – ou te fazer repensar da decisão. Se está indo para a Europa, se pergunte se meses de chuva são ok para você. Se contato social é indispensável, lembre-se que provavelmente seus primeiros amigos também serão brasileiros e que pode ser difícil estreitar laços com os locais assim de cara.

2. Analise questões de saúde

Fora essa questão mais pessoal, analise também a sua condição a longo prazo quanto à sua saúde. Você tem algum problema crônico? Precisa de acompanhamento médico constante? Como você vai fazer isso em outro país? Custa caro? Se você toma alguma medicação de uso contínuo, confirme a existência dela e a acessibilidade. Receitas controladas aqui não têm validade alguma lá fora.

3. Veja as questões tributárias e de impostos

Questões tributárias também são muito importantes para conhecer. Evite chegar no país sem saber de taxas e impostos que naturalmente terá de pagar para viver ali. Muita gente só vai te informar sobre os prós, que é tudo muito barato e que você consegue comprar isso ou aquilo; mas poucos vão dizer sobre os impostos que você precisa pagar.

Quando menos esperar, vai descobrir que deve uma pequena fortuna para determinado órgão. Então eu sugiro começar por ver se receber dinheiro do exterior paga imposto.

4. Planeje-se com antecedência

Para tudo na vida, planejar é garantir que o menor número possível de coisas dê errado. Portanto, quanto antes você começar a estudar, planejar, conversar com pessoas que estejam lá e reunir o maior número de relatos possível, melhor.

Deixe para emitir certidões e documentos datados mais próximos da viagem. Alguns países pedem para que documentos como certidões de nascimento tenham sido emitidas há, no máximo, 6 meses. Não se esqueça de tomar a vacina contra Febre Amarela e pedir pelo Certificado Sanitário no posto de saúde.

5. Organize as coisas aos poucos

Vá organizando as malas aos poucos, separe o que vai vender/doar/guardar e deixe suas coisas organizadas para que seus pais ou amigos possam ter controle. Se vai deixar o emprego, regularize toda a sua situação com a empresa. E não se esqueça de fazer sua declaração de saída definitiva do país, no site da Receita Federal.

Se vai viajar com animais de estimação, seis meses de antecedência também é um bom prazo para começar a correr atrás da documentação deles. Por ser um país com histórico de raiva, os pets precisam fazer um exame específico para analisar os anticorpos. O sangue é encaminhado para o Centro de Controle de Zoonoses e só então o laudo é emitido com o certificado. O processo leva cerca de 3 meses e custa em torno de R$ 300 por animal.

6. Não viaje com dívidas

Documentação, dinheiro reserva e contas quitadas já garantem uma enorme porcentagem de sucesso na sua mudança.

7. Providencie toda a documentação necessária

Outra dica muito importante na dicas para morar fora, é preparar e providenciar a documentação necessária. Necessária e desnecessária, eu diria. Se você está se planejando para sair do país e não tem planos de voltar tão cedo, leve com você todos os documentos importantes e indispensáveis.

Certidões e documentos de identificação, diplomas e certificados com tradução juramentada, carteira de vacinação, receitas e laudos médicos, histórico escolar e, se estiver viajando com animais, toda a infinidade de documentos que você vai ter que providenciar para cada pet.

Para quem fica, não se esqueça de escolher uma pessoa para ficar responsável por eventuais pendências suas aqui. Deixe uma procuração válida (geralmente elas têm validade de um a dois anos) para caso você precise resolver algo à distância.

 

8. Saiba quais os documentos que você necessita

O importante é se informar sobre os tipos de documentação específicas que VOCÊ vai precisar levar, como visto, permissões, documentos acadêmicos e outros.

Não é porque o seu amigo fez determinada coisa que o seu caso será exatamente igual. Lembre-se que algumas profissões, como as da área da saúde, exigem um processo bem mais moroso de validação do diploma, por exemplo.

9. Você pode decidir voltar para o Brasil

Manter alguns bens ainda no Brasil servem tanto para você vender ou alugar posteriormente, quando as coisas estiverem estáveis, quanto para que você tenha por onde recomeçar se decidir voltar.

10. Não fique ilegal

Se a vida não é fácil para um imigrante legalizado, imagine para quem quer começar uma vida fora das leis? E não falo nem da questão de conseguir emprego ou poder transitar tranquilamente pelo país; falo de riscos graves e que podem minar de vez seu sonho de morar fora.

Essa é uma das dicas para morar fora que eu dou a mais pessoas: Não fique ilegal, custe o que custar.

A prática é comum, e muitas pessoas estão dispostas a correr o risco de viajar sem visto. Em massa em países do espaço Schengen, onde o brasileiro não precisa de visto para turismo por até 90 dias, o imigrante excede o prazo e não renova o visto. Muitos outros entram no país com visto de estudante para um curso de idiomas. Ao fim do curso, mesmo sem emprego, não voltam para casa.

Cuidado com “conselhos”

Existe aquela conhecida frase que diz: se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. E isso pode fazer muito sentido para quem vai para o exterior todo esperançoso com a honestidade e boa vontade das pessoas – e isso inclui fortemente seus conterrâneos, viu?

O que funciona para alguém que viajou com uma mochila e foi morar numa casa com mais 7 pessoas, definitivamente não vai servir para uma família com crianças e que vendeu tudo o que tinha para construir uma vida fora do Brasil.

 

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